O valor ideal para cobertura de terceiros no seguro auto, na prática, costuma ser:
- Danos materiais: entre R$ 100 mil e R$ 200 mil
- Danos corporais: entre R$ 100 mil e R$ 200 mil
- Danos morais: entre R$ 50 mil e R$ 100 mil
Esse costuma ser um patamar equilibrado entre proteção real e custo do seguro. As seguradoras tratam essa cobertura como responsabilidade civil facultativa para danos materiais, corporais e, conforme o plano, também morais causados a terceiros.
Para a maioria dos motoristas, eu recomendo como ponto de partida:
R$ 150 mil para danos materiais + R$ 150 mil para danos corporais + R$ 50 mil ou R$ 100 mil para danos morais.
Esse nível já protege melhor em colisões com carros mais caros, motos, postes, muros, passageiros de terceiros e eventuais despesas médicas ou ações judiciais.
Se você dirige muito em capital, frequenta bairros com carros de maior valor, pega estrada, trabalha com visitas externas ou transporta pessoas com frequência, o mais prudente é subir para:
R$ 200 mil / R$ 200 mil / R$ 100 mil.
Hoje, uma batida envolvendo veículo premium, múltiplos terceiros ou lesões pode ultrapassar rápido coberturas muito baixas.
O que eu não considero ideal é contratar cobertura muito baixa, como R$ 30 mil ou R$ 50 mil, porque isso pode ser consumido facilmente em um único acidente com veículo mais novo ou com danos corporais. As condições gerais das seguradoras deixam claro que a indenização fica limitada ao LMI contratado na apólice, então, se o prejuízo passar desse teto, a diferença pode recair sobre o segurado.
Regra prática:
- Uso urbano comum / perfil econômico: R$ 100 mil já é o mínimo razoável
- Perfil médio: R$ 150 mil é o melhor equilíbrio
- Perfil mais exposto ou mais conservador: R$ 200 mil ou mais
Se quiser, eu posso te passar uma recomendação exata de cobertura para o seu caso, considerando seu carro, cidade e perfil de uso.